O discípulo impaciente

Após uma exaustiva sessão matinal de orações no monastério de Piedra, o noviço perguntou ao abade:

- Todas estas orações que o senhor nos ensina, fazem com que Deus se aproxime de nós?

- Vou responde-lo com outra pergunta – disse o abade.

– Todas estas orações que você reza irão fazer o sol nascer amanhã?

- Claro que não! O sol nasce porque obedece a uma lei universal!

- Então, esta é a resposta à sua pergunta.
Deus está perto de nós, independente das preces que fazemos.

O noviço revoltou-se:

- O senhor quer dizer que nossas orações são inúteis?

- Absolutamente.
Se você não acorda cedo, nunca conseguirá ver o sol nascendo.

Se você não reza, embora Deus esteja sempre perto, você nunca conseguirá notar Sua presença.




De Robin Sharma (em “O monge que vendeu sua Ferrari”)

“Existe uma simples palavra que parece sintetizar todo o sentido da vida.

Esta palavra é Paixão. Devemos carregá-la escrita na testa, a cada minuto do dia, porque é o fogo sagrado da Paixão que serve como o combustível mais potente para os nossos sonhos.

A sociedade luta para nos tirar o sentido desta palavra, e nós devemos fazer o possível para mantê-la viva.

“A melhor fórmula para uma vida miserável é deixar de fazer as coisas pelas quais somos apaixonados, e passar a trabalhar apenas naquilo que temos obrigação de fazer.

“Eu não estou falando de paixão romântica, embora isso também seja algo importante para uma existência inspirada.

Estou falando de permitir que o Entusiasmo penetre em tudo que fazemos.

Quando isto acontece, não pensamos no que passou ou no que se passará: pensamos no que se está passando conosco”.




Ser feliz ou ter razão?

Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita.
Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.

Mas ele ainda quer saber: - Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais... E ela diz: - Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.

Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

MORAL DA HISTÓRIA

esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho.

Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.

Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência: 'Quero ser feliz ou ter razão?

Outro pensamento parecido, diz o seguinte:

"Nunca se justifique; os amigos não precisam e os inimigos não acreditam".




De um explorador do monte Kanchenjunga:

“Eu subi a montanha mais alta da minha terra, e pude ver o mundo todo que a cercava.

Enquanto eu estive ali, eu pude ver mais do que consigo dizer, e compreender mais do que sou capaz de exprimir”.

“Se, entretanto, eu tivesse que definir melhor o que foram aqueles momentos no alto do Kanchenjunga, eu diria: visto lá do alto, todas as coisas – rios, árvores, neve, erva – pareciam uma coisa só, e meu coração se encheu de alegria, porque eu era parte de tudo aquilo.

Quando entendi isso, mesmo sozinho no alto de uma montanha, entendi que estava junto de todas as coisas desta Terra”.




De Anthony de Mello, S.J. (Abandonar-se a Deus)

“Ficar em silêncio não é apenas deixar de falar, mas educar os ouvidos para escutar tudo que está a nossa volta.
Mesmo no meio de um som estrondoso de uma orquestra, o bom maestro consegue reconhecer uma flauta que esteja desafinada; da mesma maneira, nós precisamos treinar nossa audição, até que ela seja capaz de ouvir a voz de Deus no meio do mercado.

“O homem moderno considera o silêncio algo muito aborrecido.

Acha difícil ficar quieto – está sempre ansioso para fazer algo, dar um conselho, colocar um trabalho de pé; e termina escravo de sua compulsão para agir.

“Quando você se acostumar à quietude, quando conseguir passar alguns minutos do seu dia em silêncio, então terá realmente liberdade para decidir sobre sua vida.

Diz o poeta Gibran: “quando o seu pensamento não encontra raízes em seu coração, tende a ficar o tempo todo em sua boca.”